Estava pesquisando sobre "flauta doce" e encontrei esse vídeo, que fala de instrumentos antigos (da idade média). O que achei bacana e quis compartilhar com vocês são os últimos segundos do vídeo: um luthier de SP, Roberto Holz, criou uma flauta que permite aos cegos tocar e ler partitura (braile) ao mesmo tempo. =)
Vejam:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=SsKQrtcO5ts
sexta-feira, 10 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Bruno Bettelheim
Olá, colegas!
Este post é complicado pra mim por diversas razões, pois escrevê-lo é entrar em contradição com posições que defendo. Para escrevê-lo preciso argumentar ad homini (argumento no intuito de atacar a pessoa ao invés do argumento da pessoa, recurso muito utilizado por quem não consegue contra-argumentar de outra maneira. Para escrevê-lo, preciso cuspir no prato que comi. Para escrevê-lo preciso tomar partido em uma discussão que pode ser tanto política quanto científica, arriscando guiar-me por ataques políticos para desbaratar uma teoria e prática - mas acredito que não é o caso. Mas acima de tudo isso eu acredito que a informação é a maior ferramenta de transformação e que a transformação é a melhor ferramenta para a melhora de qualquer tipo de situação ou condição.
Para ambientá-los um pouco devo dizer que sou orientado por um profissional da área psicanalítica no tratamento do autismo. Me utilizo de conhecimentos psicanalíticos e de algumas práticas que cosidero efetivas enquanto descarto o que não me parece promover mudança: psicanálise não é um dogma para mim.
Conforme eu adiantei hoje em sala de aula Bruno Bettelheim é uma figura importantíssima em toda a constituição da psicanálise como método de tratamento para autistas. Só para atiçar a curiosidade dos colegas devo dizer que Bruno Bettelheim era judeu, escapou de um campo de concentração nazista (talvez infelizmente, ouso dizer) e foi para os EUA onde conseguiu grande respaldo sem nunca de fato ter qualquer formação na área médica ou psicológica. Muitos de seus biógrafos afirmaram que Bettelheim exagerou ou inventou muito de seu passado e diplomas, assim como supostos encontros com Freud (que os biógrafos de Freud desconhecem por completo). Além disso foi acusado de maltratar e agredir pacientes, idosos, crianças, "deficientes mentais" e inclusive estudantes, sendo acusado de utilizar-se demasiado da correção punitiva. Bettelheim cometeu suicídio aos 86 anos.
Mas vou deixar que uma fonte acessível (e muito questionável) lhes informe mais acerca do tema, a wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Bruno_Bettelheim
Sim, o artigo está em inglês. Eu gostaria muito de poder utilizar-me de um artigo em português mas acontece que a versão em português do artigo sobre o doutor B. é muito pobre em relação à versão inglesa, tanto no quesito informação quanto no quesito verificação externa, ou as chamadas referências. Me disponho a fazer uma leitura com tradução para quem tenha qualquer dificuldade com o artigo.
Já apresentei minha visão sobre o tema para alguns amigos (muito próximos) da mesma orientação teórico-prática que a minha (?) e inicialmente foi muito difícil conseguir qualquer mobilidade da parte deles. Algumas críticas foram que "eu me guiava por uma referência só e uma referência tão questionável como a wikipédia"e eu devo dizer que quem se dá ao trabalho de fazer a verificação externa pode se surpreender com alguns artigos da wikipédia. Eu até entendo pois quando um familiar meu que é pai de uma criança autista veio me apresentar críticas à psicanálise e ao Bruno Bettelheim eu inicialmente me defendi também. Mas pra mim foi impossível não considerar as críticas apresentadas e me sentir desgostoso com o rumo que eu estava tomando.
Espero que, com menos mal estar do que causou a mim, esta publicação possa auxiliá-los também.
Felype
Este post é complicado pra mim por diversas razões, pois escrevê-lo é entrar em contradição com posições que defendo. Para escrevê-lo preciso argumentar ad homini (argumento no intuito de atacar a pessoa ao invés do argumento da pessoa, recurso muito utilizado por quem não consegue contra-argumentar de outra maneira. Para escrevê-lo, preciso cuspir no prato que comi. Para escrevê-lo preciso tomar partido em uma discussão que pode ser tanto política quanto científica, arriscando guiar-me por ataques políticos para desbaratar uma teoria e prática - mas acredito que não é o caso. Mas acima de tudo isso eu acredito que a informação é a maior ferramenta de transformação e que a transformação é a melhor ferramenta para a melhora de qualquer tipo de situação ou condição.
Para ambientá-los um pouco devo dizer que sou orientado por um profissional da área psicanalítica no tratamento do autismo. Me utilizo de conhecimentos psicanalíticos e de algumas práticas que cosidero efetivas enquanto descarto o que não me parece promover mudança: psicanálise não é um dogma para mim.
Conforme eu adiantei hoje em sala de aula Bruno Bettelheim é uma figura importantíssima em toda a constituição da psicanálise como método de tratamento para autistas. Só para atiçar a curiosidade dos colegas devo dizer que Bruno Bettelheim era judeu, escapou de um campo de concentração nazista (talvez infelizmente, ouso dizer) e foi para os EUA onde conseguiu grande respaldo sem nunca de fato ter qualquer formação na área médica ou psicológica. Muitos de seus biógrafos afirmaram que Bettelheim exagerou ou inventou muito de seu passado e diplomas, assim como supostos encontros com Freud (que os biógrafos de Freud desconhecem por completo). Além disso foi acusado de maltratar e agredir pacientes, idosos, crianças, "deficientes mentais" e inclusive estudantes, sendo acusado de utilizar-se demasiado da correção punitiva. Bettelheim cometeu suicídio aos 86 anos.
Mas vou deixar que uma fonte acessível (e muito questionável) lhes informe mais acerca do tema, a wikipédia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Bruno_Bettelheim
Sim, o artigo está em inglês. Eu gostaria muito de poder utilizar-me de um artigo em português mas acontece que a versão em português do artigo sobre o doutor B. é muito pobre em relação à versão inglesa, tanto no quesito informação quanto no quesito verificação externa, ou as chamadas referências. Me disponho a fazer uma leitura com tradução para quem tenha qualquer dificuldade com o artigo.
Já apresentei minha visão sobre o tema para alguns amigos (muito próximos) da mesma orientação teórico-prática que a minha (?) e inicialmente foi muito difícil conseguir qualquer mobilidade da parte deles. Algumas críticas foram que "eu me guiava por uma referência só e uma referência tão questionável como a wikipédia"e eu devo dizer que quem se dá ao trabalho de fazer a verificação externa pode se surpreender com alguns artigos da wikipédia. Eu até entendo pois quando um familiar meu que é pai de uma criança autista veio me apresentar críticas à psicanálise e ao Bruno Bettelheim eu inicialmente me defendi também. Mas pra mim foi impossível não considerar as críticas apresentadas e me sentir desgostoso com o rumo que eu estava tomando.
Espero que, com menos mal estar do que causou a mim, esta publicação possa auxiliá-los também.
Felype
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